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Conselho de Ética adia decisão sobre suspensão de deputados após invasão

Parlamentares são investigados por impedir presidente da Câmara de assumir cadeira; votação sobre punição foi adiada.

29/04/2026 às 11:01
Por: Redação

A análise do processo disciplinar que acusa os deputados Marcos Pollon (Partido Liberal de Mato Grosso do Sul), Zé Trovão (Partido Liberal de Santa Catarina) e Marcel Van Hattem (Partido Novo do Rio Grande do Sul) por quebra de decoro parlamentar foi adiada no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados devido a um pedido de vista apresentado pelo líder da oposição, deputado Cabo Gilberto Silva (Partido Liberal da Paraíba).

 

Esses parlamentares são investigados por sua participação no episódio em que a mesa diretora da Câmara foi invadida em agosto do ano anterior. Naquele momento, impediram o presidente da Casa, Hugo Motta, de assumir sua cadeira no plenário.

 

O relator do caso, deputado Moses Rodrigues (União Brasil do Ceará), apresentou parecer recomendando que os três parlamentares envolvidos no protesto tivessem seus mandatos suspensos por dois meses. A manifestação ocorreu em contestação à prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro e também em defesa da votação sobre a anistia para atos classificados como golpistas e relacionados ao episódio de 8 de janeiro.

 

Esta Casa deve impor reprimenda severa, para que fique claro que este Parlamento não tolera o cometimento de infrações dessa natureza.

 

O deputado Moses Rodrigues acrescentou ainda:

 

Não se pode admitir que um grupo de parlamentares, qualquer que seja sua ideologia política, tente impor a pauta de seu interesse mediante chantagem pela ocupação física dos espaços de deliberação.

 

Além deste processo, Marcos Pollon responde a outra representação referente ao mesmo acontecimento. O deputado Ricardo Maia (Movimento Democrático Brasileiro da Bahia), relator desse segundo caso, apresentou documento recomendando a suspensão do mandato de Pollon por 90 dias.

 

Em uma terceira representação, movida pela Mesa Diretora, Marcos Pollon foi acusado de ter proferido ofensas pessoais contra Hugo Motta durante a ocupação do plenário.

 

Com o pedido de vista, a deliberação sobre as possíveis punições aos parlamentares envolvidos ficou adiada e está prevista para ocorrer na próxima semana.

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