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Cuba pede fim de embargo energético durante reunião com EUA em Havana

Delegação cubana exige suspensão do embargo energético e reforça abertura para diálogo com respeito mútuo.

21/04/2026 às 10:34
Por: Redação

Autoridades cubanas confirmaram na segunda-feira (20) a realização de um encontro recente em Havana entre representantes diplomáticos da ilha e uma delegação dos Estados Unidos. A confirmação foi feita por Alejandro García, diretor-geral adjunto do Ministério das Relações Exteriores de Cuba para os Estados Unidos, em declarações ao jornal Granma.

 

Durante a reunião, a delegação cubana destacou como prioridade máxima a solicitação para que os Estados Unidos suspendam o embargo energético imposto ao país. Segundo García, a principal pauta dos representantes da ilha caribenha foi a exigência pelo fim das restrições que impedem o acesso de Cuba a combustíveis, afetando diretamente a população.

 

O diplomata explicou que a delegação norte-americana era formada por secretários-adjuntos do Departamento de Estado, enquanto o grupo cubano incluiu representantes no nível de vice-ministro das Relações Exteriores.

 

García del Toro descreveu o diálogo entre as delegações como respeitoso e profissional, esclarecendo que "nenhuma das partes estabeleceu prazos ou fez declarações coercitivas, como foi mencionado pela mídia americana".

 

Ele destacou ainda que as reuniões bilaterais são conduzidas de forma reservada, considerando a sensibilidade dos temas tratados na agenda entre os dois países.

 

Na avaliação dos representantes cubanos, o embargo representa uma punição injusta à população da ilha e caracteriza, segundo eles, um mecanismo de pressão internacional. García enfatizou:

 

“Eliminar o bloqueio energético contra o país era uma prioridade máxima para nossa delegação. Esse ato de coerção econômica é uma punição injustificada para toda a população cubana. É também uma forma de chantagem em escala global contra Estados soberanos, que têm todo o direito de exportar combustível para Cuba, de acordo com os princípios do livre comércio”.

 

Pressão dos Estados Unidos sobre fornecimento de combustível

 

Em 29 de janeiro, o então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou a pressão ao intensificar o bloqueio histórico contra Cuba por meio de uma ordem executiva, que instituiu estado de emergência nacional e classificou a ilha como uma ameaça incomum e extraordinária à segurança norte-americana.

 

Com a medida, o governo dos EUA passou a ter autorização para aplicar sanções contra países que tentem enviar petróleo para Cuba, seja de forma direta ou indireta. Essa ação tem provocado escassez de combustível, com impacto direto no cotidiano dos cubanos.

 

Apesar das restrições, o governo cubano reafirmou disposição para dialogar com os Estados Unidos, desde que haja respeito mútuo e não haja interferência em assuntos internos.

 

Possibilidades de cooperação e exigências cubanas

 

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, em entrevista concedida à revista norte-americana Newsweek, declarou que existe espaço para negociações com os Estados Unidos em áreas como ciência, migração, combate ao narcotráfico, meio ambiente, comércio, educação, cultura e esportes.

 

O líder cubano reforçou que essas conversas precisam ocorrer com respeito à soberania, autodeterminação, sistema político do país e ao direito internacional. Segundo ele, os debates devem ser pautados pela igualdade entre as partes.

 

Em participação no programa Meet the Press, da NBC News, Díaz-Canel reiterou:

 

"Podemos negociar, mas à mesa, sem pressão ou tentativas de intervenção dos EUA."

 

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