A Polícia Federal efetuou nesta quinta-feira, 16, a prisão de Paulo Henrique Costa, que presidiu o Banco de Brasília (BRB), durante a quarta etapa da Operação Compliance Zero. A investigação aponta que ele teria desrespeitado normas de governança, favorecendo operações consideradas sem lastro entre o BRB e o Banco Master.
Outro alvo da ação foi o advogado Daniel Monteiro, identificado como administrador de fundos utilizados para dificultar o rastreamento de recursos obtidos de maneira ilícita.
Em novembro de 2025, a Operação Compliance Zero teve seu início. Na ocasião, Paulo Henrique Costa foi afastado do cargo de presidente do BRB por decisão judicial e, posteriormente, demitido da função.
O Banco Central comunicou, em 3 de setembro de 2025, a rejeição formal da proposta de aquisição do Banco Master pelo BRB, após mais de cinco meses de análise do processo. O anúncio da possível compra havia sido realizado em março daquele ano, mas a operação já encontrava resistência no setor financeiro devido ao modelo de captação considerado arriscado e à qualidade questionável de parte dos ativos do Banco Master.
Na manhã de quinta-feira, policiais federais cumpriram dois mandados de prisão preventiva e sete mandados de busca e apreensão em locais ligados aos investigados, situados tanto no Distrito Federal quanto no estado de São Paulo.
Essas ordens judiciais foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal. Conforme informações da Polícia Federal, são apurados crimes financeiros, além de corrupção, lavagem de dinheiro e formação de organização criminosa.
Durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, realizada em março, a Polícia Federal executou o mandado de prisão contra Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.
A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, divulgou uma nota oficial afirmando que os acontecimentos envolvendo o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, estão sendo avaliados pelo Poder Judiciário, responsável pela devida apuração e julgamento do caso.
“Os fatos envolvendo o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa estão sob análise do Poder Judiciário, a quem compete a devida apuração e o julgamento.”
Na mesma comunicação, a governadora acrescentou que, desde o início, todas as providências cabíveis foram tomadas e que há total colaboração com as autoridades competentes.
Colaboração de Michelle Canes