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Novo Desenrola permitirá quitar dívidas com até 20% do FGTS, anuncia Lula

Programa terá descontos de até 90% e permitirá uso de parte do FGTS para quitar dívidas. Participantes ficam restritos a bets por um ano.

01/05/2026 às 16:21
Por: Redação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comunicou nesta quinta-feira, 30 de abril, durante pronunciamento em rede nacional pelo Dia do Trabalhador, que um novo programa Desenrola Brasil será lançado na próxima segunda-feira, dia 30. A nova iniciativa, orientada para a renegociação de dívidas de pessoas físicas, vai possibilitar descontos que podem chegar a 90% sobre o valor dos débitos, além de autorizar a utilização de até 20% do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para o pagamento dessas dívidas.

 

Segundo o anúncio, o programa é uma reformulação da política anterior de renegociação e tem o objetivo de promover alívio financeiro especialmente para as famílias que possuem dívidas com juros elevados, como as de cartão de crédito e cheque especial. O governo federal espera que, ao liberar parte dos recursos do FGTS para essa finalidade, haja impacto positivo também na economia nacional.

 

No âmbito do lançamento do novo Desenrola Brasil, Lula destacou que todos os participantes do programa ficarão impedidos de acessar plataformas de apostas online, conhecidas como bets, durante o período de um ano. O presidente afirmou que a restrição busca proteger as famílias dos impactos negativos do endividamento por jogos virtuais.

 

"Não é justo que as mulheres tenham que trabalhar ainda mais para pagar as dívidas de jogo dos maridos. Não foi nosso governo que deixou as bets entrarem no Brasil, mas é o nosso governo que vai colocar um limite à destruição que elas vêm causando", declarou Lula durante o pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão.


 

Outro ponto abordado por Lula foi a proposta de fim da escala 6x1 de trabalho, que foi encaminhada ao Congresso Nacional. Esse projeto prevê a redução da jornada semanal para 40 horas, com dois dias de folga, sem redução dos salários. O presidente ressaltou que a medida representa um avanço histórico para o Brasil e pretende garantir melhor qualidade de vida aos trabalhadores, permitindo mais tempo para descanso e para a convivência familiar. Além disso, segundo Lula, a mudança busca alinhar o país a práticas internacionais consideradas mais equilibradas.

 

"A elite brasileira sempre foi contra melhorias para o trabalhador: o salário mínimo, as férias remuneradas, o 13º salário. A turma do andar de cima disse que cada uma dessas conquistas ia quebrar o Brasil. E o Brasil nunca quebrou por dar direito aos trabalhadores", afirmou o presidente.


 

Lula complementou dizendo que a economia nacional se fortalece sempre que as condições de vida dos trabalhadores melhoram, ressaltando que o fim da escala 6x1 está entre as principais apostas do governo na pauta trabalhista e já tramita no Congresso, com expectativa de avanços nas próximas semanas.

 

"Sempre ficou mais forte. Porque toda vez que a vida do trabalhador melhora, a roda da economia gira com mais força, e todo mundo acaba ganhando. É isso que vai acontecer com o fim da escala 6x1 no Brasil", completou o presidente.


 

Além dessas medidas, Lula citou a redução das taxas de desemprego e de inflação como pontos positivos do atual cenário econômico. O presidente também destacou propostas voltadas à ampliação da licença paternidade, alterações no imposto de renda e o auxílio destinado à compra de gás de cozinha para as famílias.

 

Em relação ao cenário internacional, o presidente enfatizou que, mesmo com os conflitos no Oriente Médio e a elevação global do preço do petróleo, o governo federal adotou estratégias para evitar que o aumento impactasse de forma significativa o custo de vida dos brasileiros. Entre as ações tomadas, Lula mencionou a retirada de impostos sobre combustíveis, a adoção de medidas emergenciais para conter a alta dos preços, a garantia do abastecimento e o compromisso de proteger as famílias brasileiras dos efeitos econômicos da guerra.

 

"Quando os combustíveis sobem, o custo do transporte cresce, o preço dos alimentos aumenta e o custo de vida fica mais caro para o povo. Mas o nosso governo agiu rapidamente. Com muito esforço, tiramos os impostos dos combustíveis, tomamos uma série de medidas urgentes para conter o aumento dos preços, garantir o abastecimento e aliviar o peso da guerra sobre as famílias brasileiras", completou Lula.


 

Título da matéria reescrito, conforme atualização das 22h07

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