Três casos de febre amarela foram confirmados no Vale do Paraíba, no estado de São Paulo, conforme divulgado pelo Centro de Vigilância Epidemiológica estadual nesta quinta-feira, 16. Um homem de 38 anos, morador do município de Cunha, faleceu em decorrência da doença. Outros dois pacientes, uma mulher de 23 anos e um homem de 52 anos, ambos residentes em Cruzeiro, seguem em recuperação.
Segundo o boletim divulgado pelo Centro de Vigilância Epidemiológica, os três pacientes não haviam recebido vacinação contra febre amarela antes do diagnóstico.
Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde de Cunha esclareceu que a vítima fatal trabalhava no setor de celulose em uma cidade vizinha. A administração municipal informou que está apurando em qual local a contaminação ocorreu.
Até o momento, de acordo com as autoridades locais, esse caso de óbito por febre amarela é considerado isolado e não há relatos de outras suspeitas da doença no município de Cunha. Foram reforçadas todas as ações voltadas para o controle da febre amarela em toda a região.
Para diminuir o risco de transmissão, Regiane de Paula, coordenadora em saúde da Coordenadoria de Controle de Doenças da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, orientou que todos verifiquem seu histórico vacinal antes de deslocamentos.
“É fundamental que a população procure uma unidade de saúde para verificar a situação vacinal antes de se descolar para áreas de mata, zona rural, regiões com circulação viral ou locais de ecoturismo”, orientou.
Ela também reforçou que é necessário informar imediatamente os serviços de saúde sobre qualquer detecção de febre amarela em macacos. Conforme explicou, esses animais não transmitem o vírus diretamente aos seres humanos, mas sua infecção indica a presença e circulação do vírus na localidade.
A vacina contra a febre amarela pode ser obtida gratuitamente em todas as Unidades Básicas de Saúde e pontos de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS).
O esquema vacinal recomendado prevê uma dose para crianças aos nove meses de idade, seguida de um reforço aos quatro anos. Caso a criança tenha recebido a primeira dose antes dos cinco anos, o reforço também é obrigatório.
Pessoas de cinco a cinquenta e nove anos que ainda não foram imunizadas precisam se vacinar, conforme as orientações do programa de imunização.