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Saúde distribui 2,2 milhões de vacinas contra covid-19 para estados

Ministério assegura estoques em todo o país e reforça proteção de grupos vulneráveis

17/04/2026 às 02:48
Por: Redação

O Ministério da Saúde anunciou na quinta-feira, 16, o envio de 2,2 milhões de doses adicionais da vacina contra a covid-19 para as secretarias estaduais e o Distrito Federal. O objetivo é manter o abastecimento de imunizantes em quantidade suficiente para suprir as necessidades de cada região do país.

 

De acordo com o comunicado da pasta, a soma dessas novas doses leva o total distribuído nos primeiros meses de 2026 a 6,3 milhões de vacinas. O ministério garantiu que os estoques do imunizante estão mantidos em todo o território nacional, com capacidade para atender à demanda local de cada estado e do Distrito Federal.

 

Orientação sobre imunização e grupos prioritários

A oferta de vacinas pelo Sistema Único de Saúde, o SUS, contempla imunizantes atualizados para as variantes do coronavírus em circulação. A recomendação é priorizar a proteção de grupos mais suscetíveis a complicações. O Ministério da Saúde é responsável por manter o estoque nacional e realizar a distribuição, enquanto as secretarias estaduais e municipais cuidam do transporte, armazenamento, controle de validade e aplicação das doses nas unidades de saúde.

 

O esquema de vacinação segue parâmetros definidos conforme a faixa etária e condições clínicas, com atenção especial aos grupos de maior risco. Os critérios para vacinação são os seguintes:

 

  • Pessoas com 60 anos ou mais: duas doses, com intervalo de seis meses entre as aplicações;
  • Gestantes: uma dose por gravidez, podendo ser feita em qualquer fase gestacional, desde que respeitado o intervalo mínimo de seis meses da última dose;
  • Crianças de 6 meses a menores de 5 anos: esquema básico de duas ou três doses, a depender do tipo de imunizante utilizado;
  • Indivíduos imunocomprometidos a partir de 6 meses de idade: série inicial com três doses, além da recomendação de doses extras semestrais, respeitando intervalo mínimo de seis meses;
  • Pessoas entre 5 e 59 anos que ainda não foram imunizadas: aplicação de uma dose.

 

Também integram a estratégia de vacinação trabalhadores da área de saúde, pessoas com comorbidades, indivíduos com deficiência permanente, povos indígenas, comunidades quilombolas e ribeirinhas, população privada de liberdade, pessoas em situação de rua e funcionários dos Correios.

 

O Ministério da Saúde reforça que a população deve buscar a unidade de saúde mais próxima para conferir sua situação vacinal e garantir a atualização das doses recomendadas.

 

Abastecimento, aplicação e ampliação da cobertura

Entre janeiro e março deste ano, foram encaminhadas 4,1 milhões de doses da vacina contra a covid-19 aos estados brasileiros. Desse total, 2 milhões já foram aplicadas na população.

 

Segundo o ministério, o envio dos 2,2 milhões de imunizantes nesta semana representa a continuidade do abastecimento regular e fortalece os estoques regionais tanto para crianças quanto para adultos. O órgão afirmou que essa medida integra a estratégia de ampliar a cobertura vacinal em todo o país.

 

Dados sobre a circulação do vírus

Em relação ao cenário epidemiológico, até o dia 11 de abril de 2026, foram registrados 62.586 casos de síndrome gripal com diagnóstico de covid-19. Nesse período, também houve notificação de 30.871 episódios de síndrome respiratória aguda grave (SRAG), dos quais 1.456, ou seja, 4,7%, tiveram confirmação para covid-19. O número de mortes por SRAG associadas ao vírus chegou a 188 no período.

 

O Ministério da Saúde enfatiza a importância de manter o calendário de vacinação em dia, destacando que as vacinas disponibilizadas gratuitamente pelo SUS são comprovadamente seguras e eficazes na prevenção de quadros graves, internações e óbitos pela doença.

 

“Diante desse cenário, a vacinação continua sendo a principal forma de proteção. As vacinas oferecidas gratuitamente pelo SUS são seguras e eficazes para prevenir casos graves, hospitalizações e óbitos. Por isso, é fundamental manter o esquema vacinal atualizado, especialmente entre os grupos mais vulneráveis”, concluiu o ministério.

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