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Papa Leão XIV prioriza missão na África e ignora críticas de Trump

Pontífice esclarece que viagem ao continente africano visa encorajar católicos e promover a paz, afastando-se de polêmicas políticas.

18/04/2026 às 19:57
Por: Redação

Ao iniciar a etapa de Angola de sua viagem apostólica à África neste sábado (18), o papa Leão XIV declarou não ter qualquer intenção de se envolver em discussões com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A declaração foi feita a bordo do voo, momentos após a decolagem, marcando a terceira fase de sua visita ao continente.

 

O pontífice explicou aos jornalistas presentes que uma interpretação imprecisa de sua viagem se espalhou, motivada por comentários feitos por Trump no primeiro dia de sua jornada.

 

“Difundiu-se certa narrativa, não totalmente precisa, por causa da situação política criada quando, no primeiro dia da viagem, o presidente dos Estados Unidos fez algumas declarações sobre mim”


Leão XIV enfatizou que grande parte da repercussão subsequente consistiu em análises e conjecturas sobre suas palavras. Ele destacou que o discurso proferido em 16 de abril, durante o Encontro de Oração pela Paz, já estava finalizado duas semanas antes do início da viagem.

 

“Grande parte do que foi escrito desde então nada mais é do que comentário sobre comentário, na tentativa de interpretar o que foi dito”


“Muito antes de o presidente comentar sobre mim e sobre a mensagem de paz que estou promovendo. Ainda assim, foi interpretado como se eu estivesse tentando debater novamente com o presidente, algo que não é de modo algum do meu interesse”


Ainda durante o trajeto, o papa fez uma avaliação positiva dos três dias passados em Camarões. Ele descreveu o país como o “coração da África” por diversos aspectos, ressaltando a presença de aproximadamente 250 idiomas locais e uma vasta diversidade de grupos étnicos.

 

Propósito Pastoral e Diálogo Inter-religioso

 

Leão XIV reiterou seu principal objetivo na África, pedindo por paz e diálogo entre as variadas crenças religiosas.

 

“Venho à África principalmente como pastor, como chefe da Igreja Católica, para estar, para celebrar, para encorajar e acompanhar todos os católicos africanos”


O líder católico sublinhou a importância de dar continuidade à promoção do diálogo, da fraternidade, da compreensão mútua, da aceitação e da construção da paz. Ele mencionou que essa iniciativa deve ser estendida a pessoas de todas as religiões, seguindo o exemplo do papa Francisco em seu pontificado e as ações já em curso em outras regiões.

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