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Parada LGBT+ de SP 2026 Convoca ao Voto e Debate Político

Completando três décadas, o evento na Avenida Paulista, em 7 de julho, vai destacar a importância da participação cívica em ano de eleições presidenciais.

25/04/2026 às 16:36
Por: Redação

A edição de 2026 da Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo, agendada para 7 de julho na Avenida Paulista, capital paulista, terá como foco principal o debate político, em um ano de eleições presidenciais. A organização do evento escolheu o tema "A rua convoca, a urna confirma", buscando intensificar a discussão sobre a relevância do voto e da participação política da comunidade.

 

Para os organizadores da manifestação, o exercício do voto representa uma ferramenta crucial para moldar as políticas públicas e assegurar os direitos da população. Eles enfatizam que a decisão nas urnas é essencial para o avanço das pautas LGBT+.

 

“A Parada existe porque a LGBTfobia persiste. Cresce porque a desigualdade permanece. Ocupa as ruas porque o poder ainda exclui. Trinta anos não são apenas uma celebração. É um chamado à ação. Um chamado para ocupar, para enfrentar, para participar e para decidir”

 

Essa declaração foi feita por Nelson Matias Pereira, que preside a Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo (APOLGBT-SP), ao comentar a importância do evento.

 

30 Anos de Luta e Reconhecimento

 

Considerada uma das maiores expressões da diversidade global, a Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo celebra em 2026 seus 30 anos de existência. A primeira edição do evento ocorreu em 1996, com concentração na Praça Roosevelt. No ano seguinte, em 1997, a manifestação migrou para a Avenida Paulista, onde se consolidou como um marco de visibilidade e luta.

 

Ao longo de sua trajetória, a Parada tem sido palco para discussões de pautas essenciais para a comunidade. Entre os temas já abordados, destacam-se o reconhecimento da união estável, a garantia do direito à identidade de gênero, a possibilidade de adoção por casais homoafetivos e a criminalização da LGBTfobia. Na edição anterior, a reflexão principal girou em torno do envelhecimento na comunidade.

 

“A APOLGBT-SP resistiu às tentativas de tirar a Parada da Paulista. Resistiu às investidas do poder público de se apropriar do evento. Resistiu a cada tentativa de silenciamento, esvaziamento ou controle. A presença é legítima, e a luta é inegociável”

 

A afirmação, reforçada por Nelson Matias Pereira por meio de uma nota, sublinha a resiliência da organização frente a desafios e tentativas de interferência externa.

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