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USP confirma fim da greve dos funcionários após acordo por gratificações

Servidores retornam após compromisso da USP de igualar gratificações para técnicos e docentes; estudantes seguem mobilizados.

25/04/2026 às 14:24
Por: Redação

O movimento grevista dos servidores técnicos e administrativos da Universidade de São Paulo (USP), iniciado há dez dias, foi encerrado após a administração superior da instituição firmar um acordo com o Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp). O grupo havia iniciado a paralisação em 14 de abril, reivindicando igualdade no pagamento de gratificações, uma vez que os docentes foram beneficiados com a medida anteriormente.

 

De acordo com informações da universidade, está garantida a equiparação dos recursos destinados às gratificações para ambas as categorias, técnicos administrativos e docentes. No entanto, o pagamento dos valores ainda depende do envio de uma proposta detalhada aos órgãos técnicos internos da USP, não havendo, até o momento, definição sobre a data de início dos repasses.

 

Além da equiparação das gratificações, também foi estabelecido um compromisso relativo ao abono das horas não trabalhadas durante os chamados "pontes" de feriados e períodos de recesso no final de ano, formalizando a compensação dessas ausências.

 

Outro ponto negociado durante as reuniões tratou das condições dos trabalhadores terceirizados. A universidade assumiu o compromisso de buscar alternativas que possibilitem condições de deslocamento semelhantes às oferecidas aos servidores próprios da USP, incluindo a gratuidade no transporte dentro do campus universitário.

 

Estudantes continuam mobilizados por assistência estudantil

 

Apesar do acordo firmado com os servidores, os estudantes da USP mantêm a paralisação, que iniciou em 16 de abril. Eles protestam contra cortes no programa de bolsas estudantis, alegam insuficiência de vagas em moradias destinadas ao corpo discente e apontam problemas no fornecimento de água nos alojamentos universitários.

 

Representantes da administração superior da universidade e do movimento estudantil participaram de uma reunião, após a qual foi agendada uma nova rodada de negociações para a próxima terça-feira, dia 28 de abril.

 

Em resposta a uma das demandas dos estudantes, a Universidade de São Paulo revogou recentemente uma portaria que limitava as atividades em espaços cedidos pela instituição aos centros acadêmicos. Essa norma restringia práticas como comércio e sublocação nesses locais, e sua suspensão foi considerada um dos principais fatores de mobilização dos estudantes neste momento.

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