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Bolsa tem queda de 1,65% e dólar permanece estável em meio à instabilidade externa

Ibovespa atinge menor nível em um mês e petróleo ultrapassa cem dólares com cenário internacional instável.

23/04/2026 às 01:03
Por: Redação

Em um cenário de apreensão nos mercados por conta das tensões geopolíticas envolvendo conflitos no Oriente Médio, o índice Ibovespa registrou retração superior a um e meio por cento enquanto a cotação do dólar terminou o dia praticamente sem variação, situando-se abaixo de cinco reais.

 

O movimento de venda de ações, motivado pelo desejo dos investidores de realizarem lucros recentes, contribuiu para o recuo do principal índice acionário do Brasil, o Ibovespa, que encerrou as negociações com queda de 1,65%, alcançando 192.888 pontos. Este resultado representou o menor patamar desde oito de abril. O ajuste também se deve à reavaliação dos riscos diante do cenário internacional incerto.

 

Entre as ações mais afetadas, destacaram-se os papéis de bancos e mineradoras, que possuem grande influência na composição do Ibovespa e foram responsáveis por acentuar as perdas do dia. Por outro lado, empresas do segmento de energia auxiliaram na suavização do recuo do índice, acompanhando o avanço significativo do petróleo no mercado global. Apesar desse contraponto, o saldo final da jornada de operações foi negativo para o mercado acionário brasileiro.

 

Outro fator que impactou a performance do Ibovespa foi a redução no ingresso de recursos estrangeiros na bolsa de valores, fenômeno verificado em dados recentes e que contribuiu para o enfraquecimento do índice.

 

Flutuação cambial em dia de cautela

 

A cotação do dólar comercial à vista encerrou o pregão praticamente inalterada, com uma leve variação negativa de 0,01%, fechando em quatro reais e novecentos e setenta e quatro centavos. Este é o menor valor observado desde vinte e cinco de março de dois mil e vinte e quatro.

 

Ao longo das transações do dia, a moeda norte-americana apresentou oscilações, refletindo o comportamento cauteloso dos agentes financeiros diante das incertezas externas, especialmente no contexto das disputas entre Estados Unidos e Irã.

 

No acumulado do ano, o dólar mostra depreciação de 9,39% em relação ao real, indicando valorização da moeda brasileira diante dos fluxos de capital e da diferença entre as taxas de juros praticadas no Brasil e no exterior.

 

Petróleo supera cem dólares e amplia volatilidade

 

Os contratos de petróleo apresentaram expressiva elevação, retomando patamares superiores a cem dólares por barril, impulsionados pelas repercussões das incertezas políticas e militares no Oriente Médio.

 

O barril do Brent, considerado referência global para o setor, avançou 3,5% e foi negociado a cento e um dólares e noventa e um centavos. Já o barril WTI, do Texas, registrou alta de 3,66%, atingindo noventa e dois dólares e noventa e seis centavos.

 

Este movimento de valorização foi provocado por dúvidas quanto à continuidade das tratativas entre Estados Unidos e Irã e pela ocorrência de novos episódios envolvendo o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas mundiais de transporte de petróleo.

 

Ainda que o presidente Donald Trump tenha anunciado a prorrogação do cessar-fogo, o ambiente permanece instável, mantendo a pressão sobre os preços do petróleo nos mercados internacionais.

 

Com informações da Reuters

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