O governo federal reconheceu a situação de emergência em Belém, no estado do Pará, devido ao grande volume de chuvas registrado no último final de semana, que resultou no alagamento de inúmeros bairros da capital paraense.
Segundo informações da administração municipal, aproximadamente 42 mil moradores sofreram impactos diretos provocados pelos alagamentos, considerados os mais severos dos últimos dez anos na cidade.
A medida também abrange o município de Ananindeua, localizado na região metropolitana de Belém. O reconhecimento da situação de emergência foi formalizado por meio de portaria publicada nesta terça-feira, dia 21, no Diário Oficial da União.
Com a publicação da portaria, as prefeituras de Belém e Ananindeua estão autorizadas a solicitar recursos junto ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional para ações de defesa civil voltadas a minimizar os prejuízos e atender a população afetada pelos alagamentos.
Durante o período crítico, o volume de precipitação superou 150 milímetros em menos de 24 horas, um índice considerado extremo para a região. O elevado volume de água causou o transbordamento de rios e provocou inundações em diversos bairros. Muitas famílias perderam móveis e tiveram suas residências completamente invadidas pela água.
Forças locais foram mobilizadas para articular uma força-tarefa voltada a enfrentar as consequências imediatas das chuvas. Entre as ações emergenciais, foi realizada a distribuição de cestas básicas e kits de higiene às famílias atingidas, além do cadastramento das pessoas afetadas para viabilizar a liberação de benefícios assistenciais.
Outro foco da operação coordenada foi a prevenção de novos episódios de alagamento, incluindo a desobstrução do Canal do Mata Fome, onde um lixão irregular havia comprometido o escoamento adequado das águas.
Uma equipe técnica da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, vinculada ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, foi deslocada para o Pará com a finalidade de prestar auxílio às prefeituras e às defesas civis locais nos trâmites necessários após o desastre.
Os técnicos colaboram especialmente na elaboração de planos de trabalho para as etapas pós-evento, com foco prioritário na assistência humanitária para os atingidos.
“No caso de Belém, nosso apoio principal é na elaboração dos planos de trabalho, especialmente os que priorizam a assistência humanitária. As pessoas que foram diretamente afetadas precisam da ajuda dos governos federal, estadual e municipal”, afirmou o secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff.
Segundo o secretário, a fase seguinte do processo consiste na formulação dos planos voltados ao restabelecimento dos serviços públicos e à reconstrução das áreas danificadas.
“Quando a água começar a baixar, será possível iniciar o levantamento dos danos causados pelas inundações e o quanto das infraestruturas públicas foram destruídas”, explica.
O trabalho das equipes de assistência social permanece em andamento, com o objetivo de garantir que as famílias prejudicadas pelo episódio recebam o suporte necessário enquanto prosseguem as ações institucionais para recuperação dos bairros afetados.