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MP do Rio de Janeiro acusa Marcinho VP, esposa e filho por lavagem de dinheiro

Denúncia inclui crimes de organização criminosa e detalha papéis familiares e operacionais do grupo

02/05/2026 às 15:41
Por: Redação

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro apresentou denúncia formal à Justiça contra Márcio Santos Nepomuceno, conhecido como Marcinho VP, juntamente com sua esposa, Marcia Gama Nepomuceno, o filho Mauro Nepomuceno, também identificado como Oruam, e outras nove pessoas. Todos são acusados de envolvimento em crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro.

 

A Polícia Civil realizou, ao longo desta semana, o cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão dirigidos a todos os denunciados.

 

Segundo as investigações conduzidas pela 3ª Promotoria de Investigação Penal Especializada, o grupo atuava no repasse e na dissimulação de recursos financeiros provenientes do tráfico de drogas em diversas comunidades do Rio de Janeiro. O Ministério Público detalhou que, mesmo após permanecer mais de vinte anos no sistema penitenciário, Marcinho VP mantém papel de liderança hierárquica dentro da facção criminosa Comando Vermelho, exercendo controle direto sobre a movimentação de recursos e decisões estratégicas. Ele está atualmente custodiado no presídio federal de segurança máxima localizado em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.

 

O órgão ministerial indicou que Marcia Nepomuceno, esposa de Marcinho VP, é a principal responsável pela gestão financeira do grupo. As investigações revelaram que ela recebia regularmente quantias em dinheiro vivo de outros integrantes do Comando Vermelho. Para ocultar a origem e ampliar o patrimônio, ela adquiriu e passou a administrar estabelecimentos comerciais, imóveis urbanos e propriedades rurais.

 

Na denúncia, o Ministério Público apontou que Mauro Nepomuceno, o Oruam, era favorecido diretamente com o esquema, recebendo recursos ilícitos e utilizando sua carreira artística na música como meio de disfarçar a procedência do dinheiro, proveniente das ações criminosas do grupo.

 

O documento elaborado pela Promotoria estruturou a organização criminosa em quatro núcleos distintos: o núcleo de liderança encarcerada, representado por Marcinho VP, responsável pelo comando direto e decisões estratégicas; o núcleo familiar, composto por Marcia Gama Nepomuceno e Oruam, encarregado de intermediar a execução de ordens e administrar os ativos do grupo; o núcleo de suporte operacional, dedicado a atividades de lavagem de dinheiro e ocultação do crescimento patrimonial; e o núcleo de liderança operacional, que atua diretamente nas comunidades na execução de práticas ilícitas, como o tráfico de entorpecentes, sendo também responsável por receber os valores dessas atividades e repassar parte dos recursos ao núcleo familiar.

 

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